relevancia

Para falar sobre relevância vou lhe contar uma história e se você, Professor(a) de Idiomas, de alguma forma se enxergar nela, continue a leitura e se atente para a dica logo abaixo:

Aqui vai:

Era ainda tão jovem, antes mesmo de alcançar a maioridade civil, quando você encarou o que pode ter sido a primeira escolha importante de sua vida: a escolha do curso superior e consequentemente da área profissional com a qual mais se identificava.

Muitas dúvidas apareceram, muitas certezas sumiram e é nesse momento que você, ainda jovem, começou a listar todos os talentos que tinha e a considerar todas as suas preferências.

Quando você passou por essa fase talvez escolheu ser professor de idiomas porque gostava de línguas, já tinha aprendido 1 ou 2 idiomas ou porque teve experiência com nativos de línguas estrangeiras dentro ou fora do Brasil.

Além disso, claro, como já tinha um nível considerável de proficiência, recebeu uma ou outra oportunidade de trabalhar em algum instituto de idiomas para dar aulas.

Foi justamente aí que tudo começou de verdade: você se tornou um(a) Professor(a) de Idiomas!

…e chegou a hora de trabalhar. Mergulhar no mercado de trabalho. Ir pra labuta. Partir pra luta. Entrar na guerra!

Com alguns anos de experiência lecionando em diferentes institutos de idiomas, você recebeu propostas de aulas particulares para alguns conhecidos, e as aceitou.

Assim você dividiu sua agenda semanal entre 1, 2 ou até 3 institutos de idiomas simultaneamente e ainda encontrava tempo para algumas aulas particulares.

Talvez até teve que viajar para lecionar algumas dessas aulas!

O salário de todas essas aulas era até atrativo, mas os horários eram muito restritos e você ficava muito cansado(a).

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Nesse momento você começou a prestar atenção no trabalho dos coordenadores dos institutos em que trabalhava e decidiu que já era a hora de “subir na vida”.

Alguns contatos, pesquisas em sites de vagas de emprego e entrevistas depois, você conseguiu o cargo que iria mudar sua vida: a coordenação pedagógica!

Agora sim! Trabalharia menos horas, com menos aulas e teria um salário melhor.

Só que não.

Você notou, logo nos primeiros dias, que as funções gerenciais de um coordenador pedagógico em um instituto de idiomas demandavam muito mais tempo do que você imaginava.

Além de ainda exigirem certas competências de liderança que você tinha. Digo, achava que tinha…


*Inclusive, para aprender sobre a relação entre professores e líderes, CLIQUE AQUI para ler meu outro artigo.*


Após vários ataques de estresse, desavenças com colegas de trabalho e desmotivação pessoal e profissional você não estava mais feliz naquela escola e decidiu partir para outra.

Parecia uma ótima decisão, já que o problema era aquele ambiente de trabalho repleto de pessoas tóxicas, metas inalcançáveis e regras absurdas.

E quer saber? O salário nem era tão bom assim também.

Ao assumir a coordenação do segundo instituto de idiomas por alguns meses, você observou que os problemas começavam a se repetir. Cada um com suas especificidades, claro, mas muito semelhantes entre si.

E o pior: foi assim também nas outras coordenações que você assumiu, enquanto tentava em vão encontrar o lugar certo para trabalhar.

Espere um minuto.

Se trabalhar como professor(a) em institutos de idiomas não havia dado certo assim como ser coordenador(a) dos mesmos também não havia funcionado, então o que fazer?

Certamente em vários momentos você pensou em abrir uma escola para você mesmo(a). Olhou lugares disponíveis, orçou valores de franquias e pesquisou financiamentos mais em conta.

Mas não deu certo.aberto

Era preciso um capital e uma coragem que você não possuía naquele momento.

Nesse ponto da sua carreira você continuava com alguns alunos particulares, que rendiam um valor razoavelmente interessante e o melhor: sem ter que seguir regras e se preocupar em bater metas impostas por diretores ou franquias.

Enquanto trabalhou nas coordenações, seu contato com as áreas administrativas e comerciais aumentou consideravelmente, sendo que até mesmo participou de alguns treinamentos caso fosse necessário atender um cliente novo ou ajudar nas argumentações dos fechamentos de vendas.

Foi nesse período que a sua mente foi a mil por hora com reflexões que ainda não haviam existido em você:

– E se eu ficar 100% autônomo(a) me focando unicamente nas aulas particulares que rendem mais do que os valores hora/aula que pagam nos institutos?

– Mas eu não sei vender! Sou péssimo(a) nisso! Não vou conseguir uma quantidade de alunos suficiente para montar uma renda boa.

– Espera aí! Nos institutos em que fui coordenador(a) tive vários cursos de captação e retenção de alunos. Inclusive fechei vários contratos para eles. Se eu conseguir repetir 10% das vendas que já fiz, já terei um número interessante de alunos para me manter.

– Quer saber? Vou tentar!

E então você, do alto da sua experiência com marketing, fez o que todos nós faríamos e ainda fazemos na segunda década do século XXI:

Postou no Facebook!

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Foi uma postagem simples, dizendo que tinha vagas abertas para aulas particulares de idiomas e que quem tivesse interesse, poderia entrar em contato contigo Inbox, por e-mail ou celular.

Um punhadinho de pessoas chegou a te contatar e você fechou 1 venda, com início imediato.

– Caramba! Com 1 post apenas eu já consegui vender para 1 aluno? Vou continuar com nisso para encher minha agenda!

Aí você resolveu fazer um marketing mais agressivo(a)!

Criou uma imagem que – na sua cabeça – era “quase profissional”, listou todos os 10 tipos de aulas, cursos e preparatórios que oferecia e até impulsionou a publicação para atingir mais pessoas!

– Agora conseguirei muitos alunos!

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Resultado da chamada: nenhum contato e, consequentemente, nenhuma venda.

Nesse ritmo, os contatos não ligavam, os alunos não apareciam e o dinheiro não entrava. Por outro lado, as contas chegavam, as dívidas se acumulavam e o desespero começava a apertar.

Várias postagens de marketing, alguns compartilhamentos de dicas de idiomas e meses depois você teve que se conformar com o inadiável: voltar – frustrado(a) – a trabalhar para – institutos de idiomas.


 

Reflexão

E então? Cheguei perto? Essa história é parecida com a sua experiência profissional?

Caso positivo, eu me sinto na obrigação de começar essa reflexão te dizendo para não desistir.

Clichê, simples assim e com cara de autoajuda mesmo.

Não desista!

Cadê a Relevância?

Isto posto, vamos a um ponto crucial para a venda de qualquer produto ou serviço: a relevância.

Nós, professores de idiomas em geral, achamos que a relevância para aprender uma língua estrangeira está no idioma em si uma vez que adoramos a disciplina que ensinamos.

Inclusive, muitos professores de línguas estrangeiras gostam mais de conversar no idioma estrangeiro do que na própria língua materna. Você é assim?

Entenda uma coisa: cada indivíduo tem gostos e motivações diferentes, logo, seus potenciais alunos só fecharão contrato com você se tiverem um propósito a alcançar através daquele idioma.

Seus alunos não querem apenas falar inglês, passar na prova de mestrado ou ter uma certificação internacional.

Eles querem falar inglês para viverem experiências agradáveis com suas famílias ao viajarem pro exterior, profissionalizar-se a nível de mestrado e doutorado ou expandir seus conhecimentos através de intercâmbios culturais e profissionais em terras distantes.

Veja bem: o mais importante não é aprender um idioma estrangeiro em si, mas sim qual a relevância que isso tem, baseada nos objetivos do seu aluno.


*Para aprender um pouco mais sobre motivação, CLIQUE AQUI para baixar meu e-book gratuito.*


Razões vs Emoções

Assista o vídeo abaixo – um comercial de TV da marca Havaianas – que é exemplo de uma excelente estratégia de marketing que não foca nas características técnicas do produto, mas sim no que ele simboliza:

Veja bem: em momento algum foi exposto o tipo de material usado para a confecção das sandálias, o tipo de conforto físico que ela traz ou até mesmo se estão ou não em promoção.

Sequer foi profundamente explorada a imagem do ator global Rodrigo Santoro usando as havaianas, cena que dura menos de 1 segundo.

Isso acontece porque o objetivo não é atingir a razão do comprador, mas sim seus sentimentos em relação ao produto.

De acordo com o comercial, usar Havaianas é honrar o Brasil e estar sempre em contato com uma parte de casa.

 

Como aumentar a relevância das minhas divulgações para aumentar as vendas?

Como seria sua abordagem comercial se ao invés de vender um curso de inglês você vendesse a experiência de fazer compras em Miami, jogar num cassino em Las Vegas ou levar os filhos para a sonhada Disney?

Mais do que entender como funciona o seu curso particular de idiomas, seus potenciais alunos precisam sentir a relevância do seu serviço para sequer considerarem a possibilidade de te contatar.

Pense como os alunos pensariam, questione interesses de pessoas próximas de você e faça pesquisas de mercado:

  1. O que seus potenciais alunos realmente buscam?
  2. O que eles consideram como sendo um excelente curso de idiomas?
  3. De que forma eles precisam que o curso seja entregue?pesquisa-de-mercado-diamantino-coaching

Faça um levantamento de todos os seus diferenciais e também os dos seus concorrentes. Depois, mostre-os a várias pessoas que compõem seu público-alvo e descubra quais eles mais gostariam de saber e ver nas suas propagandas.

Pronto! Agora você já sabe o que compensa divulgar e o que é dispensável.

Citar que você é adepto(a) da abordagem X ou Y, que utiliza material didático de uma ou outra editora ou escrever termos técnicos nos anúncios  não são diferenciais aos olhos dos seus potenciais alunos.

Para eles, isso é apenas a sua obrigação.

A relevância é um ponto crucial para a venda escalável de qualquer produto ou serviço.

O foco não está em você e sim nos seus potenciais alunos que verão as propagandas e se sentirão atraídos a te procurar!

O que você enquanto professor considera atrativo e importantíssimo, para o seu potencial aluno pode ser totalmente irrelevante e desnecessário.

E vice-versa.

Vinicius Diamantino

Vinicius Diamantino

Opa, tudo joia? Meu nome é Vinicius Diamantino, eu sou o fundador do Portal DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 11 anos e Master Coach com foco educacional. Além de Professor de vários cursos aqui do Protal também escrevo artigos para o Blog interno e para alguns dos maiores blogs de Ensino de Língua Inglesa do Brasil: o Blog Disal e o Blog RichmondShare.

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