leadership

João era um excelente colaborador na empresa.

Pró-atividade era uma das suas melhores características além de jamais ter sido questionado pela sua índole durante os 6 anos em que foi consultor de vendas numa empresa de materiais recicláveis.

Ele era, de muito longe, o mais ágil colaborador e todos os colegas gostavam muito dele, pois era uma pessoa muito amigável, que ouvia a todos, além de ser paciente, sempre tendo a resposta certa para aqueles problemas profissionais ou pessoais que os colegas insistiam em confidenciar a ele.

Bem próximo ao seu aniversário de 6 anos de empresa o esperado finalmente aconteceu: um dos supervisores de João decidiu seguir um rumo diferente e se desligou da empresa, assim uma vaga foi aberta e João, como o mais preparado que era, foi promovido a supervisor!

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Esse é o ritmo normal das coisas, afinal de contas João era o colaborador com os melhores resultados e além de conhecer a fundo cada colaborador, já era capaz de microgerenciá-los.

Após promovido, João não conseguia bater as novas metas, de cunho gerencial, e frequentemente se via fazendo muitas horas extras, além de ter a impressão de que seus comandados estavam tirando vantagem da posição dele para fazer corpo mole ou até mesmo nem aparecer para trabalhar.


*Inclusive, se você tem problemas com organização do horário, CLIQUE AQUI para ler meu outro artigo.*


Apesar de ficcional, essa história se repete em inúmeras empresas ao redor do mundo.

E por que isso acontece?

Porque os profissionais são promovidos pelas competências e habilidades que têm nas funções da base da pirâmide de trabalho coletivo.

Ao subir hierarquicamente um degrau, para gerenciamento de pessoas e administração de negócios, percebe-se que aquelas competências e habilidades que faziam deles excelentes profissionais já não mais se adequam ao novo cargo.

Nos cursos em geral, sejam eles de nível básico, técnico ou superior, são ensinadas e aperfeiçoadas habilidades técnicas do negócio em si, mas dificilmente se encontra nesses cursos alguma disciplina que aborda as habilidades gerenciais de um verdadeiro líder.

Assim sendo, as empresas e escolas têm dúvidas quanto a contratar ou promover um colaborador a supervisor.

Se contratados, corre-se o risco de que os profissionais já iniciem os trabalhos com crenças e “vícios de performance” adquiridos em outras experiências. Se promovidos, os colaboradores comumente não se tornam líderes de pessoas, mas sim chefes, distinguidos em 2 tipos:

1. Aqueles que são mandões, duros, ríspidos e que governam com mão de ferro, à la séculos passados
2. Aqueles que são tão bonzinhos que acabam se martirizando e tomando para si todas as responsabilidades dos liderados, trabalhando muito mais do que deviam enquanto seus liderados estão tranquilos, ociosos e até mesmo entediados.

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Claro que estas descrições foram agravadas ao extremo, apenas para ilustração.

Você conhece algum professor com uma dessas personalidades?

Nós, professores por profissão, somos involuntariamente líderes desde o primeiro dia de aula de nossas vidas.

Ainda que não sejamos líderes de colegas colaboradores (assim como os coordenadores, supervisores e diretores pedagógicos o são), somos líderes de cada um daqueles alunos que nos assiste, dia após dia, durante todo um ciclo educacional que pode durar anos. E claro, damos o nosso melhor, sempre!

Acontece que o nosso melhor nem sempre é suficiente para o desafio em mãos.

Vamos aprendendo aqui e ali, catando informações de um amigo, de um filme, de um site, para depois juntar tudo e nos esforçarmos muito para conseguirmos o melhor resultado possível.

Quem de nós, professores, foi treinado(a) para ser líder?

Se na sua formação como professor (considerando que tenha se formado) você teve ao menos 1 disciplina que entrega ferramentas teóricas e práticas sobre Liderança, saiba que você é uma minoria muito agraciada.

Isso significa que você com certeza sabe o que e quais são (pelo menos os principais) os sabotadores internos que os alunos (e inclusive você professor) costumam apresentar e como evitá-los.

Além disso, deve ser capaz de compreender quais são as etapas da liderança, tem ao menos uma noção prática do que é o tão internacionalmente falado Coaching e, principalmente, sabe o que é, pratica e difunde a Inteligência Emocional em suas aulas.

Ops… Se confundiu ou não conhece algum desses termos?

Não se acanhe nem se sinta atacado.

Eu mesmo passei 10 anos da minha vida profissional sem nunca ter ouvido nenhum desses termos, imagine tê-los estudado. Só fui entrar em contato com todas essas ferramentas em uma formação de Líder Coaching, um curso exclusivamente voltado para lideranças.

A gente não sente falta do que nunca teve. É o mesmo que, depois de dirigir um carro do ano, aquele Fusquinha 77 já não parece mais suficiente.

Muitos de nós professores – talvez inclusive você mesmo – sejamos ótimo líderes para os alunos sem termos sido treinados para tal.

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Alguns são líderes natos, ou seja, já nascem com o mindset de liderança “instalado”. Para todos os outros, que assim como eu, não tiveram essa característica nata, é importante que nos capacitemos caso seja genuína essa vontade de dar o melhor para cada um dos seus alunos.

Entenda que habilidades de Liderança para professores quase nada têm a ver com habilidades didáticas ou pedagógicas e talvez por isso não estejam substancialmente presentes em cursos de formação.

Tais habilidades compõem estruturas mentais e práticas de se lidar da melhor forma possível com o maior número de alunos possível a fim de alcançar o melhor resultado possível.

Vinicius Diamantino

Vinicius Diamantino

Opa, tudo joia? Meu nome é Vinicius Diamantino, eu sou o fundador do Portal DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 11 anos e Master Coach com foco educacional. Além de Professor de vários cursos aqui do Protal também escrevo artigos para o Blog interno e para alguns dos maiores blogs de Ensino de Língua Inglesa do Brasil: o Blog Disal e o Blog RichmondShare.

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